quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Aula de Máscaras

SEDUC – SAEN – DITEC – CTAE
NTE – Washington L.B. Lopes.
Curso: “Tecnologias na educação: ensinando e aprendendo com as Tics”
Professora: Rosistela Oliveira.
Turma: Quinta feira/ Janeiro 2011.
Cursista: Márcia Lima.
Data: 03/02/2011


Estrutura Curricular/Modalidade / Nível de Ensino:
Educação Básica::Ensino Médio/História/Memória/Teatro
Componente Curricular: Teatro/Máscaras
Tema: A MÁSCARA NO TEATRO GREGO
Objetivo:
Mostrar a importância da máscara no teatro grego
Descrição
Apresentar aula sobre definições do termo máscara e a relação com o teatro grego, a fim de compreender melhor o teatro grego. Os vídeos explicam como eram montadas as peças gregas para o entendimento da realidade dessa prática na antiguidade.
Duração das atividades:
4 horas/quatro aulas
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno:
O que é teatro
O papel do ator.
Estratégias e recursos da aula
Aula interativa utilizando o livro didático
Apresentação de vídeos:
vídeos extraídos do youtube.
O Teatro Grego – animação falando sobre um dia no teatro da Grécia antiga
http://www.youtube.com/watch?v=jBa-qnYclKI&feature=related

Teatro na Grécia Antiga - Projeto Cido 2º C – vídeo sobre a história do teatro grego
http://www.youtube.com/watch?v=ceG7AgRM5oo&feature=fvsr

Confecção de máscaras gregas.
Após a aula expositiva e da exibição dos vídeos, o professor deverá iniciar a confecção das máscaras com os alunos.
1ª etapa: Preparação para a confecção – os alunos são orientados da maneira correta de confecção de máscaras com gaze gessada.
O professor pode acessar o site:Artes e Conhecimento onde encontrará informações da construção de máscaras deste tipo.
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=28294

2ª etapa: A pintura da máscara de acordo com os modelos gregos.
Avaliação
A avaliação será progressiva e deverá levar em conta o interesse do aluno e sua participação no processo. É importante que ao final dos trabalhos os alunos sejam capazes de conhecer um pouco do teatro grego e da confecção de máscaras.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Projeto para sala de informática

“Olhando para uma prática com o uso de tecnologias”

Gostei muito desta aula e gostaria de compartilhar com vocês. É muito difícil encontrar na internet aulas legais de teatro ou teatro de formas animadas.
Aproveitem!!

O teatro de mamulengos , 19.10.2010
Autor e Co-autor(es)
Autor : Walleska Bernardino Silva
Co-autor(es) : Eliana Dias

UBERLANDIA - MG ESC DE EDUCACAO BASICA
Portal do Professor:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22639

A aula elaborada pela professora Walleska Silva, aborda inicialmente o tema de forma informativa. A professora começa com exercícios e brincadeiras onde os alunos descobrirão o tema da aula e depois explica o que é Mamulengo, de onde vem o termo e sua história e para exemplificar, na segunda aula trouxe vídeos de teatro de mamulengos para que seus alunos possam ter um primeiro contato com a animação de fantoches.

A professora Walleska torna o trabalho do professor que se utilizará da aula muito mais simples quando disponibiliza sites de consulta da história da animação, entrevistas com mestres mamulengos, textos sobre a história do mamulengo, e muito mais.

Durante toda a exposição da aula achei que a professora Walleska conseguiu expor muito bem para os alunos a importância dos mamulengos e explicou de forma simples todo o processo de aprendizagem e as possibilidades da aula e seus alunos aprenderam a estudar a origem do termo mamulengo, apreciar peças de teatro de mamulengos, valorizar a cultura popular, e aprenderam também a escrever textos dramáticos para encenar uma peça de teatro de mamulengos.

Para mim o mais importante foi, a quantidade de informações extras que podemos encontrar no corpo da aula que complementam o conhecimento e possibilitam ao professor se aprofundar sobre o assunto. No geral o professor não se lembra que o aluno, conhece pouco ou nada conhece sobre o assunto e é importante introduzir o aluno de forma clara na matéria apresentada.

Márcia Lima

Tecnologias Existentes na Escola

"A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento".

O desenvolvimento da sociedade moderna trouxe novos desafios para a aprendizagem. Vemos que na medida em que a informação se torna cada vez mais acessível, as dificuldades de aprendizagem crescem pois o volume de informação é grande e não existem mais verdades “prontas e acabadas”, com a escola estava acostumada. O que nós temos são pontos de vista, verdades parciais, que serão interpretadas pelos alunos, e a partir disso eles deverão criar seu próprio ponto de vista.

Para que isto aconteça não basta apenas mudar as formas de aprender dos alunos fomentando neles a capacidade de gerir sozinho o conhecimento, mas mudar também a forma de ensinar dos professores

O uso da tecnologia nos processos de ensino e aprendizagem "As sereias do ensino eletrônico".

As novas tecnologias chegaram para ficar. Hoje não conseguimos pensar na vida sem nosso celular ou nosso computador ligadinho na internet e nos conectando com o mundo. As novas tecnologias trouxeram à algumas décadas atrás, facilidades inimagináveis como: informação em tempo real, possibilidades de interação e compartilhamento com o mundo.
É claro que essas novas descobertas chegaram a escola e trouxeram benefícios extraordinários que possibilitaram em docentes e discentes um novo olhar sobre a prática escolar. Infelizmente nem todos encaram as TICs como novas “pontes” que podem nos aproximar dos nossos alunos e facilitar a apreensão de novas informações e ainda encaram com desconfiança as inovações, mas terão sim, que implementá-las, tornando suas aulas mais atraentes recuperando no aluno o prazer de estudar.
As possibilidades para a educação trazidas pelas TICs são inúmeras e posso citar: o acesso às informações para pesquisa e as possibilidades de compartilhar suas descobertas com outros estudantes em outras escolas e universidades o que permite que o discente evolua em seus estudos de forma independente tendo o professor apenas como um colaborador/orientador dos trabalhos propostos.
A principal crítica do texto, refere-se ao fato das TICs serem usadas principalmente como mídia de transmissão de informações, espaços onde o internauta apenas vai para relaxar, ver filmes, escutar música e conversar com amigos, quando na sua totalidade as novas tecnologias oferecem muito mais possibilidades e poderiam ser melhor aproveitadas na educação. É importante lembrar que as TICs surgiram a pouco e ainda exercem sua atração intensamente sobre o usuário, como se fossem sereias nos envolvendo com seu canto. Enquanto isso ocorre é necessário discutir as melhores formas de usar as possibilidades desta ferramenta poderosa em favor do trabalho docente, buscando integrar as facilidades da internet para a educação e o prazer que ela pode proporcionar.

Quem sou como professor e aprendiz.

Como professora e aprendiz, posso me considerar uma entusiasta, que todos os dias tenta levar para sala de aula metodologias que despertem o interesse dos alunos em busca do novo. Acredito que a sala de aula pode ser um lugar que desperta a criatividade e traz prazer alem de proporcionar conhecimento. E para isso, é necessário que os professores estejam no constante aperfeiçoamento do seu conhecimento pois a escola precisa “criar novas formas de distribuir socialmente o conhecimento” como diz, Juan Ignácio Pozo.

Neste processo de mudança da sociedade através das tecnologias insisto que é importante salientar o papel do professor, que juntamente com coordenadores pedagógicos, e a comunidade escolar tentam manter , pesquisa, estudo e planejamento o que representa um grande ganho no processo de renovação da escola. Considero muito importante as palavras da professora Maria Elizabeth B. Almeida, que afirma:

Vivemos numa sociedade informatizada. Não podemos negar o contato com a tecnologia justamente para a população menos favorecida que, em geral, só teria condições de acessá-la no ambiente escolar. Pesquisas mostram resultados promissores quando as tecnologias de informação e comunicação (TICs) são utilizadas de forma adequada, que oriente o uso para a aprendizagem, o exercício da autoria e o desenvolvimento de produções em grupo.
Por isso busco direcionar e incentivar a aprendizagem de forma divertida e acredito ser uma animadora da inteligência coletiva, uma gerenciadora dos aprendizados, sempre incentivando o intercâmbio dos saberes, através do uso das novas tecnologias e não apenas a professora que faz o aluno decorar regras ou a detentora do conhecimento. Estamos sempre aprendendo coisas novas e por isso estou sempre fazendo mudanças na maneira de ensinar conforme vou aprendendo, buscando sempre uma visão crítica do meu desempenho, assim acredito que não corro o risco de esquecer o meu objetivo que é a criação de aprendizes mais flexíveis, eficazes e autônomos capazes de apropriar-se de novas formas de ensinar/aprender e de relacionar-se com o conhecimento.

Márcia Lima
Durante um curso no NTE escrevi sobre varios assuntos importantes para entender as novas tecnologias e gostaria de compartilhar com todos. espero que gostem das idéias e comentem.
Beijos.

domingo, 25 de outubro de 2009

EXPOSIÇÃO DE MÁSCARAS 2009



Os trabalhos de máscaras foras expostos na XV feira da cultura do colégio Zacarias realizada no dia 23/10/2009 cujo tema deste ano foi: “Cidadania: Igualdade, diversidade e Inclusão”, com a participação de vários alunos que trouxeram suas máscaras apesar do grande trabalho realizado com as exposições científicas no colégio. Especial agradecimento a estes alunos. SMUACK!!! :)

TEATRO GREGO NA ESCOLA



Ola hoje venho falar dos trabalhos realizados na escola Alexandre Zacarias de Assunção, no período de Agosto a outubro de 2009. Iniciei na escola o ensino da arte começando com a historia da arte no mundo, mas meu foco principal seria o teatro que possibilitar, uma compreensão mais rica e significativa do universo cultural grego. Como resultado os alunos tiveram uma vivência teatral, proporcionada pela experiência direta de produzir e encenar uma peça, e o contato com várias obras importantes da cultura grega antiga.
O trabalho começou quando falamos da estrutura do teatro grego, com atores mascarados, coro, música é mímica. Falamos então de todos estes elementos do teatro grego e começamos por formar grupos e discutir que peça seria montada por grupo. Depois iniciamos a confecção de máscaras de gesso que são rápidas e práticas e a pintura delas de acordo com o personagem na peça.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O TEATRO PRIMITIVO - PANTOMIMA



o Texto abaixo encontrei no site:http://pt.shvoong.com/humanities/film-and-theater-studies/1805157-teatro-primitivo/
Passem por lá e leiam outros resumos sobre teatro,mas no geral, é este o texto que nos interessa.

O encanto mágico do teatro encontra-se na capacidade inesgotável do ator de apresentar-se ao público sem revelar sua identidade. A incorporação de outra pessoa é uma das maneiras arquetípicas da expressão humana. Existem formas teatrais desde a gênese do homem. Culturalmente, a diferença entre formas de teatro primitivo e as mais avançadas é o número de acessórios cênicos à disposição do ator para expressar sua mensagem. Conforme o mímico Marcel Marceau, a pantomina é a “arte de identificar o homem com a natureza e com os elementos próximos de nós”. O corpo do ator torna-se um instrumento de transmissão de mensagens. A mímica pode “criar a ilusão do tempo”, sendo a representação artística da expressão primitiva do Teatro. Pode-se aprender sobre o teatro primitivo pesquisando em três fontes: na primeira, pode-se optar pelo estudo das tribos aborígenes que têm pouco contato com o resto do mundo e cujo estilo de vida e pantominas mágicas devem se aproximar do estágio primordial da humanidade; na segunda, pode-se analisar as pinturas das cavernas pré-históricas e entalhes em rochas e ossos; e, na terceira, pode-se interagir com as danças mímicas e costumes populares que sobrevivem mundo afora. Baseando-se nos objetos de aprendizagem dessas três fontes, verifica-se que o teatro dos povos primitivos assenta-se no alicerce dos impulsos vitais, primários, retirando deles seus misteriosos poderes de magia, conjuração e metamorfose. A forma e o conteúdo da expressão teatral são condicionados pelas necessidades da vida e pelas concepções religiosas. Dessas concepções, um indivíduo extrai forças elementares que o fazem transcender. Assim, a religião personifica os poderes da natureza, transformando-os em criaturas vivas e que podem ser influenciadas a favorecer o homem através de sacrifícios, orações, cerimônias e danças. A pré-história, a história da religião, a etnologia e o folclore oferecem um rico material sobre danças e festivais que carregam em si as sementes do teatro. O desenvolvimento e a harmonização do drama e do teatro, as auto-afirmações urbanas, por parte do sujeito, junto à superestrutura metafísica são condições para o florescimento teatral. O estudo das formas pré-históricas revela indícios que traçam o desenvolvimento da humanidade mediante o fenômeno do teatro. A forma da arte começa com a epifania do Deus e com o esforço humano para angariar o seu favorecimento e a sua ajuda. Utilizava acessórios exteriores, máscaras, figurinos e instrumentos de contra-regragem. Cenários e orquestras eram comuns, embora na sua forma mais simples. O teatro primitivo sobreviveu nas personificações da “caçada selvagem” da Baixa Idade Média. Concebido e representado em termos zoomórficos, o panteão de espíritos das civilizações da caça sobrevive na máscara. Aquele que a usa perde a identidade. Ele está preso, “possuído”, pelo espírito daquilo que personifica, e o público participam dessa transfiguração. Aromas inebriantes e ritmos estimulantes reforçam os efeitos da cena, uma encenação em que tanto aquele que atua como os espectadores escapam de si mesmos. Oscar Eberle escreve que o “teatro primitivo é uma grande opera” ao ar livre. Em muitos casos, intensifica pela cena noturna irreal, na qual a luz das fogueiras “bruxeleia” nos rostos dos “demônios” dançarinos. O palco é uma área aberta de terra batida. Seus equipamentos podem incluir um totem fixo no centro, um feixe de lanças espetadas no chão, um animal abatido, um monte de trigo, milho, arroz ou cana-de-açúcar. Vestígios do teatro primitivo sobreviveram nos costumes populares, na dança em volta do mastro ou da fogueira de São João. Além da dança oral e do teatro de arena, também fez uso de procissões para suas celebrações rituais de magia. Diversas cerimônias místicas e mágicas estão envolvidas nos ritos de iniciação de muitos povos primitivos, nos costumes que “rodeiam” a entrada da criança no convívio dos adultos. Em sua primeira participação no cerimonial, o neófito aprende o significado das máscaras, que são usadas numa peça com mímica, dos costumes, dos textos rituais e dos instrumentos musicais. Contam-lhe que negligenciar o mais ínfimo detalhe pode trazer incalculáveis desgraças a tribo inteira. Em todos os lugares e épocas o teatro incorporou tanto a bufonaria grotesca quanto à severidade ritual. Há elementos farsescos nas formas mais primitivas. Danças e pantominas de animais possuem uma tendência a priori para o cômico. No momento em que o culto dá uma tranqüilizada, o instinto da mímica provoca o riso. Situações e material eram tirados da vida cotidiana. A medida em que as sociedades tornavam-se mais organizadas, uma espécie de atuação profissional desenvolveu-se entre as várias sociedades primitivas: os “troupes intinerantes”, cuja função era viajar de aldeia em aldeia a fim de divulgarem sua arte.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

AVALIAÇÃO DO CURSO


O Curso “Tecnologia na Educação: Ensinando e Aprendendo com as TICs”, encerrou-se no dia 29, de junho de 2009 com uma festinha de confraternização entre os formandos.
Fiquei feliz em observar que alguns alunos pretendem continuar freqüentando o espaço do NTE para aperfeiçoar os conhecimentos acumulados no curso que indiscutivelmente consegue modificar a forma de ver a educação nas nossas escolas.
Eu, como eles, pretendo voltar ao NTE para continuar a desenvolver um trabalho que não apenas visa meu aperfeiçoamento como indivíduo, mas buscando melhorar meu desempenho em sala de aula. Acredito ser este curso demasiadamente pequeno para as possibilidades que ele acaba descortinando para o professor, na verdade, se pensarmos que educação é um aprender constante, nenhum um curso será suficiente, o que temos que fazer é aproveitar todas as oportunidades oferecidas.
No geral o curso é muito bom, oferece não apenas conhecimento básico em informática, mas também possibilidades no campo educacional, como: formas de inserir nossas escolas e nossos alunos no mundo tecnológico; facilita nossa pesquisa em vários campos do conhecimento e nos mostra novas possibilidades em sala de aula.
Temos 100 horas de aulas para desenvolver as atividades propostas pelo professor e acho que são suficientes, mas acho que poderiam tentar dividir os alunos que já possuem um conhecimento em informática daqueles que precisarão ainda conhecer esta ferramenta, apesar das diferenças, ambas as turmas poderiam dentro de suas características, desenvolver melhor o trabalho proposto.
Quanto a minha professorinha, Rosistela Oliveira, só tenho a agradecer pelo carinho e empenho em todo o tempo do curso e em todas as vezes que me acolheu fora do horário do curso quando, muitas horas antes, vinha perturbá-la com meus trabalhos.
Aos amigos deixo um grande abraço e a certeza de que estarei bem aqui em nossos blogs em nosso NTE sempre que precisarem de mim, ajudando com o mesmo carinho que fui recebida.

Informática, educação e suas perspectivas de uso.


Nossa sociedade tem experimentado uma crescente evolução no que diz respeito às tecnologias. É difícil acompanhar as inúmeras novidades, e nossos aparelhos eletrônicos hoje tão modernos, em poucos meses se tornam obsoletos. Assim é o mundo em que vivemos, encontramos pelas ruas, jogados em montes de lixo, objetos que ontem representavam a modernidade.
Nossos professores, por outro lado, ainda não se adaptaram às novas tendências e empregam poucos recursos capazes de integrar nossos jovens ao mundo globalizado que hoje se apresenta. É certo que nossos professores em sua maioria não tiveram oportunidade de experiênciar em sua formação as tecnologias mais modernas, e que deveriam ter tido acesso a elas na época de sua formação, e por este motivo, tentem a usar apenas os recursos que tem domínio.
Falta ainda à escola a percepção de que ela não esta formando o indivíduo para atuar e modificar a comunidade, mas sim para interagir e participar das mudanças globais. A escola deve proporcionar experiências suficientes, em todos os campos do conhecimento para que o indivíduo possa desenvolver um diálogo com tudo a sua volta, facilitando sua comunhão com o universo, visto que o conhecimento se dá de fora para dentro.
Hoje a escola tenta resolver este impasse buscando através de programas e projetos governamentais a inserção das tecnologias medidas pelo computador nas escolas da rede municipal e estadual, visando criar condições que garantam um salto de qualidade, promovendo assim uma transformação na relação aluno-professor, com o conhecimento.
Desta forma é inegável a contribuição das tecnologias, que nos ajudam a localizar, acionar e usar a informação acumulada com facilidade. Por isso é importante direcionar a formação do professor priorizando a interação das tecnologias à sua atuação pedagógica, formando assim, um professor reflexivo e pesquisador que estabelecerá em sala de aula, ambientes de aprendizagem condizentes com a nossa época e às necessidades da modernidade.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Teatro no Brasil Parte 7


O teatro brasileiro surgiu quando Portugal começou a fazer do Brasil sua colônia (Século XVI). Os Jesuítas, com o intuito de catequizar os índios, trouxeram não só a nova religião católica, mas também uma cultura diferente, em que se incluía a literatura e o teatro. Aliada aos rituais festivos e danças indígenas, a primeira forma de teatro que os brasileiros conheceram foi a dos portugueses, que tinha um caráter pedagógico baseado na Bíblia. Nessa época, o maior responsável pelo ensinamento do teatro, bem como pela autoria das peças, foi Padre Anchieta.

O teatro realmente nacional só veio se estabilizar em meados do século XIX, quando o Romantismo teve seu início. Martins Pena foi um dos responsáveis pôr isso, através de suas comédias de costumes. Outros nomes de destaque da época foram: o dramaturgo Artur Azevedo, o ator e empresário teatral João Caetano e, na literatura, o escritor Machado de Assis
Fonte: encena

O teatro no Brasil

ernando Peixoto define bem a história do teatro no Brasil e no mundo em seu livro "O que é teatro", e nos traz referências de datas que ajudam entender sua trajetória no decorrer dos séculos.

A história do teatro brasileiro dramático surgiu em 1564, coincidentemente com a data de nascimento de Willian Shakespeare, quando foi encenado o Auto de Santiago pôr missionários jesuítas, na Bahia.

No Brasil o teatro surge como instrumento pedagógico. Eram Autos utilizados para a catequização dos índios, os quais o padre Manuel da Nóbrega encomendava-os ao padre José de Anchieta.

Já no século XIX (mais ou menos 1838), o teatro fica marcado pela tragédia romântica de Gonçalves Magalhães com a peça: "O Poeta e a Inquisição" e também Martins Pena com "O juiz de paz na roça". Martins Pena com toda sua simplicidade para escrever, porém justa eficácia para descrever o painel da época, teve seguidores "clássicos" de seus trabalhos, como Joaquim Manoel de Macedo, Machado de Assis e José de Alencar.

Foi em 1880 , em Lagos, na Nigéria que escravos brasileiros libertados deram um enorme salto no desenvolvimento do teatro, fundando a primeira companhia dramática brasileira – a Brazilian Dramatic Company .

Em 1900, o teatro deu seu grito de liberdade. Embora tenha enfrentado as mais duras crises políticas do país, conseguiu com muita luta estacar sua bandeira e marcar sua história.

De 1937 a 1945, a ditadura procura silenciar o teatro, mas a ideologia populista, através do teatro de revista, mantém-se ativa. Surgem as primeiras companhias estáveis do país, com nomes como: Procópio Ferreira, Jaime Costa, Dulcina de Moraes, Odilon Azevedo, Eva Tudor, entre outros.

Uma nova ideologia começava a surgir, juntamente com um dos maiores patrimônios do teatro brasileiro: Oswald de Andrade, que escreveu O Rei da Vela (1933), O Homem e o Cavalo (1934) e A Morta (1937), enfrentando desinibido e corajoso, a sufocante ditadura de Getúlio Vargas.

Em 1938, Paschoal Carlos Magno funda o Teatro do Estudante do Brasil. Começam surgir companhias experimentais de teatro, que estendem-se ao longo dos anos, marcando a introdução do modelo estrangeiro de teatro entre nós, consagrando então o princípio da encenação moderna no Brasil.

No ano de 1948 surge o TBC uma companhia que produzia teatro da burguesia para a burguesia, importando técnica e repertório, com tendências para o culturalismo estético. Já em 57, meio a preocupações sócio-políticas surge o Teatro de Arena de São Paulo. Relatos de jornais noticiavam que o Teatro de Arena foi a porta de entrada de muitos amadores para o teatro profissional, e que nos anos posteriores tornaram-se verdadeiras personalidades do mundo artístico.

Já em 64 com o Golpe Militar, as dificuldades aumentam para diretores e atores de teatro. A censura chega avassaladora, fazendo com que muitos artistas tenham de abandonar os palcos e exilar-se em outros países.

Restava às futuras gerações manterem vivas as raízes já fixadas, e dar um novo rumo ao mais novo estilo de teatro que estaria pôr surgir.

"...São infindáveis as tendências do teatro contemporâneo. Há uma permanência do realismo e paralelamente uma contestação do mesmo. As tendências muitas vezes são opostas, mas freqüentemente se incorporam umas as outras..." (Fernando Peixoto – O que é teatro).

Fonte: Uniso

QUARTA PAREDE Parte6



A quarta parede é uma parede imaginária situada na frente do palco do teatro, através da qual a platéia assiste passiva à ação do mundo encenado. A origem do termo é incerta, mas presume-se que o conceito tenha surgido no século XX, com a chegada do teatro realista.
Origem e significado
Apesar de ter surgido no teatro, onde os palcos, geralmente de três paredes, apresentam mais literalmente uma "quarta parede", o termo é usado em outros mídia, como cinema, videogames, televisão e literatura, geralmente para se referir à divisória entre a ficção e a audiência.
A quarta parede é parte da suspensão de descrença entre o trabalho fictício e a platéia. A platéia normalmente aceita passivamente a presença de uma quarta parede sem pensar nela diretamente, fazendo com que uma encenação seja tomada como um evento real a ser assistido. A presença de uma quarta parede é um dos elementos mais bem estabelecidos da ficção e levou alguns artistas a voltarem a sua atenção para ela como efeito dramático. Por exemplo, na peça The Fourth Wall de A.R. Gurney, quatro personagens lidam com a obsessão da dona de casa Peggy por uma parede em branco na sua casa, lentamente sendo desenvolvida numa série de clichés teatrais, enquanto toda a mobília e a ação em cena vão cada vez mais se dirigindo à suposta quarta parede.

Derrubando a quarta parede
O ato de derrubar a quarta parede é usado no cinema, no teatro, na televisão e na arte escrita, originado da teoria do teatro épico de Bertolt Brecht, que ele desenvolveu a partir (e, curiosamente, para contrastar com) a teoria do drama de Konstantin Stanislavski. Refere-se a uma personagem dirigindo a sua atenção para a platéia, ou tomando conhecimento de que as personagens e ações não são reais. O efeito causado é que a platéia lembra-se de que está a ver ficção, e isso pode eliminar a suspensão de descrença. Muitos artistas usaram esse efeito para incitar a platéia a ver a ficção sob outro ângulo e assisti-la de forma menos passiva. Bertolt Brecht estava ciente que derrubar a quarta parede iria encorajar a platéia a assistir a peça de forma mais critica, o chamado efeito de alienação.
Derrubar a quarta parede de forma súbita é um recurso bastante usado para um efeito humorístico Non Sense, já que tal efeito é inesperado em ficções narrativas e afins. Alguns acreditam que derrubar a quarta parede causa um distanciamento da suspensão de descrença a ponto de constatar com o humor de uma história. No entanto, quando usada de forma consistente ao longo da história, é geralmente incorporada ao estado passivo da platéia.
Essa exploração da familiaridade de uma platéia com as convenções da ficção é um lemento chave em muitos trabalhos definidos como pós-modernistas, que desconstroem as regras pré-estabelecidas da ficção. A ficção que derruba ou diretamente se refere à quarta parede muitas vezes também usa outros recursos pós-modernistas, como metalinguagem.
O recurso é muito usado no teatro improvisado, aonde a platéia é convidada a interagir com os atores em certos pontos, como para escolher a resolução de um mistério. Nesse caso, os espectadores são tratados como testemunhas da ação em andamento, tornando-se "atores", atravessando a quarta parede.
A quarta parede também é usada como parte da narrativa, quando a personagem descobre que faz parte de uma ficção e 'derruba a quarta parede' para estabelecer um contacto com a audiência, em filmes como O Último Grande Herói (Last Action Hero. Em situações como esta, a 'quarta parede' que a personagem derruba permanece parte da narrativa em si e a parede entre a platéia real e a ficção permanece intacta. Há casos também em que a criatura encontra o criador, como no período em que Grant Morrison escrevia as histórias em quadrinhos do Homem Animal. Histórias como estas não derrubam efetivamente a quarta parede, e sim apenas referem-se a esse recurso


BIBLIOGRAFIA
BRECHT, BERTOLD, Estudos Sobre Teatro. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1978
CIVITA, VICTOR, Teatro Vivo, Introdução e História. – São Paulo: Abril Cultural, 1976
MIRALLES, ALBERTO, Novos Rumos de Teatro. – Rio de Janeiro: Salvat Editora, 1979
SCHMIDT, MARIO, Nova História Crítica, Moderna e Contemporânea. – São Paulo: Editora Nova Geração, 1996
BOAL, AUGUSTO, Teatro Para Atores e Não Atores. – Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998
LAFFITTE, SOPHIE, Tchekhov. – Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1993
ROBERTO FARIA, JOÃO, O Teatro na Estante. – São Paulo: Ateliê Editorial, 1998
JANVIER, LUDOVIC, Beckett
BRANDÃO, Junito de Souza. Teatro Grego - origem e evolução, Ed. TAB, 1980, RJ.
LANNES, Osmar Parazzo. Teatro Grero, Ed. Paumap, 1993, SP.

TEATRO Parte 5

BERTOLD BRECHT

- A palavra teatro define tanto o prédio onde podem se apresentar várias formas de artes quanto uma determinada forma de arte.
O vocábulo grego Théatron estabelece o lugar físico do espectador, "lugar onde se vai para ver". Entretanto o teatro também é o lugar onde acontece o drama frente à audiência, complemento real e imaginário que acontece no local de representação. Ele surgiu na Grécia antiga, no século IV a.C..
Toda reflexão que tenha o drama como objeto precisa se apoiar numa tríade: quem vê, o que se vê, e o imaginado. O teatro é um fenômeno que existe nos espaços do presente e do imaginário, e nos tempos individuais e coletivos que se formam neste espaço.
O teatro é uma arte em que um ator, ou conjunto de atores, interpreta uma história ou atividades, com auxílio de dramaturgos, diretores e técnicos, que têm como objetivo apresentar uma situação e despertar sentimentos na audiência.
As artes cênicas chegaram ao Brasil junto com os primeiros portugueses. Tão logo começou a colonização, o teatro passou a ser uma forma de catequizar e doutrinar os índios. Da produção jesuítica, pouco chegou até nós. Sabe-se o nome de alguns autores teatrais do período, mas quase não há textos originais.
Com a proclamação da independência, o teatro e a literatura em geral assumiram a função de formar a consciência e a identidade nacionais. Era preciso construir uma nação e o teatro tinha um papel estratégico nesse sentido, pois durante o século XIX, foi um dos principais centros de convergência e sociabilização nas grandes cidades brasileiras. Por isso, autores canônicos da literatura brasileira – como Machado de Assis, José de Alencar, Joaquim Manoel de Macedo e Gonçalves Dias – aderiram à essa tarefa, deixando-nos textos teatrais, embora pouca gente conheça, hoje, sua produção.
A primeira grande companhia brasileira foi a de João Caetano, formada em 1833. A partir de então, abriu-se caminho para o surgimento dos grandes atores e o culto à personalidade. Nas primeiras décadas do século XX, as pessoas iam ao teatro só para ver, em cena, atores como Procópio Ferreira, Gastão Tojeiro, Leopoldo Fróes. Cada um desses atores tinha seus próprios dramaturgos, que escreviam textos, cujos protagonistas eram personagens talhados para seu tipo.
A montagem de Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, dirigida por Ziembinski e encenada pelo grupo Os Comediantes, em 1943, foi um marco no teatro brasileiro. O naturalismo da interpretação, os cenários de Santa Rosa, a narrativa em três planos causaram espanto no público e inseriram, definitivamente, o teatro brasileiro na modernidade.
As décadas seguintes consolidam a nova forma de fazer teatro, decorrente do Método Stanislávski, que fez aparecer uma quarta parede invisível, separando palco e público. Surge o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e o Teatro de Arena, companhias responsáveis pela formação de gerações de atores nacionais.
Nos anos 60, o teatro vive um momento de engajamento político com o Teatro Oficina, o Centro de Cultura Popular (CPC) da Une e o Grupo Opinião. Até o governo militar entrar na linha dura e os direitos civis dos cidadãos serem ameaçados, a classe artística teve um momento próspero de discussão e mobilização social.
Os anos 80 e 90 são de grande experimentalismo na área teatral e do surgimento da figura do diretor, como um co-autor da peça. A exemplo da direção no cinema, o diretor de teatro deixa de ser um encenador e passa a assinar a obra. Hoje, uma das informações principais para o público de teatro assistir a uma peça é quem dirigiu a montagem.
Percebe-se, portanto, a importância do teatro na história do país não apenas como manifestação cultural, mas, também, como meio para construção da identidade nacional e/ou forma de resistência ao status quo.
Apesar de o setor ser um dos mais organizados do país na área de cultura e já existirem textos, livros, antologias, arquivos de fotos e histórias do teatro, essas informações estão dispersas e nem sempre são de fácil acesso.

Teatro Moderno
Arte e Cultura
Como já foi citado anteriormente, o Modernismo abalou as estruturas dos dramaturgos românticos e realistas. No Brasil, a Semana de Arte Moderna (1922) foi duramente criticada por grandes nomes da arte Realista como Machado de Assis e Monteiro Lobato. Machado chegou a afirmar que os modernistas eram formados por uma “paulicéia desvairada”. Já Lobato pôde rever seus conceitos para ingressar posteriormente para o quadro de autores modernistas.

Alfred Jarry (1873 – 1907), autor do clássico Ubu Rei foi um dos principais críticos da estética dramática tradicional que romperam com o Realismo, propondo uma revolução artística. Houve muita discussão em torno das concepções modernistas, que visavam estender a arte para toda a sociedade, rejeitando a arte elitista, pois, para os modernistas, a arte era o componente orgânico de coesão social, que despertava interesse no ser humano, promovendo educação e divulgando a cultura de um país. Como a cultura é a representação dos hábitos e costumes de toda a sociedade, nada mais natural do que compartilhar as conseqüências benéficas da arte com todas as pessoas dentro do estado, indiferentemente de classes sociais.

Com ideais inovadores, os textos Modernos buscaram dar mais veracidade às situações, viabilizando o contato maior com o público, principalmente por causa da verossimilhança das ações dos personagens em relação à sociedade. Não havia mais uma personificação da perfeição trabalhada no realismo, tampouco a visão romanceada dos personagens e sim a deflagração do homem imperfeito, ambíguo, com defeitos e qualidades diversas. Dessa busca incessante pela compreensão dos sentimentos humanos, nasceu o Surrealismo, o Dadaísmo e o Abstracionismo, que culminaram nas maneiras subjetivas de representarem o homem e seu mundo, os pensamentos e as “coisas” inanimadas que cercam os seres humanos, afrontando a razão e colocando-a subordinada à emoção.
Foi no fim da década de vinte que começaram a surgir peças teatrais modernas no Brasil, com peças de Oswald de Andrade e Álvaro Moreyra. Porém, foi com Nelson Rodrigues que o modernismo fincou forte suas raízes na dramaturgia brasileira. Apesar da Semana de Arte Moderna ter sido arquitetada sobre o palco do Teatro Municipal de São Paulo, o teatro brasileiro não havia ainda explorado decentemente o gênero, de forma que, ao público, eram apresentados espetáculos cujos temas desgastavam-se cada vez mais com o passar dos anos. Nelson Rodrigues, em sua excepcional obra Vestido de Noiva, utilizou-se de nova linguagem, abolindo a narrativa realista, cuja estética era de textos com começo, meio e fim, para contar a história de maneira entrecortada e difusa, onde aos poucos é que o espectador vai compreendendo o contexto. Assim, o autor concatena, em três momentos diferentes, três formas de abordagem distintas, que, primeiramente apresenta à fantasia da personagem, para depois mostrar o que aconteceu em seu passado e finalmente o que acontece em seu presente, num contexto todo fragmentado com passagens que falam por si próprias – uma jóia da literatura e dramaturgia nacional!

Apesar do modernismo antagonizar com o naturalismo, tem quem pense que foi nesse gênero que Nelson Rodrigues foi buscar os detalhes que chocam tanto os que assistem suas peças. Vestido de Noiva é uma obra prima pois, apesar de ser uma obra moderna, possui, em momentos destacados, fortes características expressionistas e realistas. Um outro autor modernista que utilizou-se de expressões extremadas em seus textos, abordando um cotidiano insano, com uma forte crítica à sociedade brasileira, foi o célebre Plínio Marcos, autor de, entre outros clássicos, Dois Perdidos Numa Noite Suja, peça que, em dois atos, aponta os problemas sociais latentes em São Paulo, contando a história de dois homens muito pobres que trabalham e moram juntos, que convivem na base da disputa de status, o que culmina na briga dos dois e na morte de um deles. Assim como Nelson Rodrigues, Plínio Marcos foi buscar no Naturalismo seu contexto chocante, sua visão pessimista a respeito do que assunta em suas peças teatrais, o que muitos condenam, erroneamente como “mau gosto”. Nelson Rodrigues foi duramente criticado por apresentar temas proibidos e imorais, por quebrar tabus e abordar assuntos como sexualidade, lenocínio, adultério, etc., mas o que se passa nas entrelinhas de peças teatrais como Engraçadinha e Bonitinha, Mas Ordinária, é um grito em favor da moralidade, uma deflagração da imoralidade humana em prol da conscientização da sociedade. O Teatro Moderno ganha importância nesse aspecto, por expor assuntos polêmicos de maneira aberta, profunda, democrática e com a riqueza de detalhes que permitem o espectador criticar, debater, pensar nas próprias atitudes e posicionar-se diante daquilo que participa e vê.

TEATRO DA PAZ EM BELÉM - PÁ

O TEATRO E A HISTÓRIA Parte 4

A História é o homem em ação, resumidamente esta é uma definição de História para Marc Bloch.o teatro representando os diferentes momentos norteados pelas ações do homem, de certa forma, está lidando com a História. A História representando o homem que por conseguinte, é representado nos palcos de teatros por todas as nações. Será que poderíamos afirmar que o teatro pode ser um objeto da História? Creio que nem tanto. O homem sim, é o principal objeto, personagem da História, uma História, sobretudo, científica.

Diante de várias personagens podemos retratar a História atrelada ao teatro, visto que as representações ocorrem em épocas e lugares diferentes, defere sim, quanto a descontinuidade, pois a História sempre está se renovando, investigando..., o teatro embeleza, enfeita com muita qualidade os deferentes momentos da História do homem, de suas atitudes, suas pretensões, suas alegrias, suas tristezas, suas esperanças.

O teatro, a literatura e a História, "andando" lado a lado para tentar ilustrar os pensamentos, os sentimentos e as ações do homem universal.

Parabéns ao teatro grego que conseguiu atrelar a arte de representar, junto a beleza da poesia e da intensidade da História.

Máscaras gregas

O ESPAÇO UTILIZADO PARA AS APRESENTAÇÕES Parte 3

O próprio significado da palavra teatro tem referência a sua forma física original, podemos traduzir como: contemplo, vejo, visão por onde se vê um espetáculo.
O teatro grego era um verdadeiro edifício, e seu teto era o céu azul. As apresentações ocorriam durante o dia, dependendo sobretudo, do clima para serem confirmadas e realizadas.
Conforme vemos na figura abaixo, todos os detalhes eram estudados para que o público não perdesse qualquer parte dos espetáculos.

AS MÁSCARAS
Haviam máscaras tanto para diferentes representações, é interessante lembrar também que um personagem poderia utilizar mais de uma máscara em uma única apresentação. Para tragédias um modelo de máscara, para drama outro tipo de máscara, para comédia outro tipo de máscara, e assim por diante. A vestimenta também apresentava variações, entretanto, uma túnica branca comprida, ou uma roupa um pouco mais colorida não ofuscava o principal destaque que eram as máscaras. Dentre as particularidades, podemos citar o tipo de máscara que os homens utilizavam para representar personagens femininos, veja um modelo, conforme figura abaixo:

O TEATRO GREGO PREVALECE AO TEMPO
Será que conseguimos enxergar um pouco do tamanho da importância do teatro para Grécia, mas sobretudo, para o mundo todo? O que podemos dizer do teatro contemporâneo?

O teatro grego se propõe a retratar dimensões do cotidiano do homem que encontram-se além do representar por representar, mas sobretudo, propõe a educar, ensinar, evidenciar que existem costumes, personalidades, belezas, enfim, adjetivos extremamente diversificados do homem que atua no maior palco já visto, o mundo. A poesia também contribuiu muito para o desenvolvimento do teatro grego, a beleza a sutileza das palavras, clamando as alegrias, os dramas, as tragédias.
Não é atoa que o teatro contemporâneo vez por outra, recorre ao mundo de representações do teatro grego para "fabricar" as comédias (Aristóteles) e tragédias (Dionísio ou Baco). As ciência das artes também se "aproveitaram" do teatro grego, sem descartar qualquer fase, seja o momento helênico, seja o mais racional, todas particularidades empolgam, dramatizam, alegra, ensina e educa, ainda bem! Copias não é o bastante, é preciso saber copiar. Segundo o autor, mesmo nos dias atuais, os gregos ainda recorrem a edificações antigas para assistirem as peças clássicas.